{"id":13014,"date":"2021-01-08T16:00:12","date_gmt":"2021-01-08T19:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/corelaw.com.br\/direito-imobiliario-paguei-r-100mil-para-comprar-imovel-na-planta-qual-o-percentual-que-a-incorporadora-pode-reter\/"},"modified":"2021-10-05T17:08:58","modified_gmt":"2021-10-05T20:08:58","slug":"direito-imobiliario-paguei-r-100mil-para-comprar-imovel-na-planta-qual-o-percentual-que-a-incorporadora-pode-reter","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/corelaw.com.br\/en\/direito-imobiliario-paguei-r-100mil-para-comprar-imovel-na-planta-qual-o-percentual-que-a-incorporadora-pode-reter\/","title":{"rendered":"[Direito Imobili\u00e1rio] Paguei R$ 100mil para comprar im\u00f3vel na planta. Qual o percentual que a incorporadora pode reter?"},"content":{"rendered":"<p class=\"gmail_default\">Prevalece, na jurisprud\u00eancia atual a orienta\u00e7\u00e3o de um padr\u00e3o indenizat\u00f3rio de 25% do valor pago (AgInt no REsp 1816960\/RJ, Quarta Turma, DJe 26\/08\/2020). Esses 25% representam um percentual de penalidade ao consumidor \u2013 que n\u00e3o consegue pagar as presta\u00e7\u00f5es do im\u00f3vel na planta e quer \u2018distratar\u2019 \u2013 indenizat\u00f3rio, cominat\u00f3rio e fixo, n\u00e3o dependendo das circunst\u00e2ncias concretas de cada caso em particular.<\/p>\n<p class=\"gmail_default\">\u00c9 isso o que o STJ acabou de solidificar nesse ac\u00f3rd\u00e3o aqui (RECURSO ESPECIAL N\u00ba 1.820.330 \u2013 SP (2019\/0170069-0):<\/p>\n<p class=\"gmail_default\"><strong><a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/websecstj\/cgi\/revista\/REJ.cgi\/ATC?seq=117907632&amp;tipo=91&amp;nreg=201901700690&amp;SeqCgrmaSessao=&amp;CodOrgaoJgdr=&amp;dt=20201201&amp;formato=PDF&amp;salvar=false\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.stj.jus.br\/websecstj\/cgi\/revista\/REJ.cgi\/ATC?seq%3D117907632%26tipo%3D91%26nreg%3D201901700690%26SeqCgrmaSessao%3D%26CodOrgaoJgdr%3D%26dt%3D20201201%26formato%3DPDF%26salvar%3Dfalse&amp;source=gmail&amp;ust=1610208373034000&amp;usg=AFQjCNGecCgBtVLt5mJ4NTClvtDZX76EEQ\">https:\/\/www.stj.jus.br\/<wbr \/>websecstj\/cgi\/revista\/REJ.cgi\/<wbr \/>ATC?seq=117907632&amp;tipo=91&amp;<wbr \/>nreg=201901700690&amp;<wbr \/>SeqCgrmaSessao=&amp;CodOrgaoJgdr=&amp;<wbr \/>dt=20201201&amp;formato=PDF&amp;<wbr \/>salvar=false<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Os fundamentos principais para a decis\u00e3o levam em conta que:<\/p>\n<p>(a) a devolu\u00e7\u00e3o das presta\u00e7\u00f5es pagas deve ser feita ap\u00f3s a reten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apenas das despesas incorridas pelo empreendedor (como custos com\u00a0<u><b>corretagem<\/b><\/u>, publicidade, ocupa\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a, vigil\u00e2ncia), mas tamb\u00e9m de \u201c\u2026uma indeniza\u00e7\u00e3o adicional pelo rompimento do v\u00ednculo, porque, se assim n\u00e3o for, estaremos dizendo que a pessoa pode contratar sem se estar obrigando. Quem se obriga e rompe essa obriga\u00e7\u00e3o, sofre uma pena\u201d; e<\/p>\n<p>(b) o referido percentual de reten\u00e7\u00e3o \u201c\u2026de 25% para o caso de extin\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo contratual por insuportabilidade do comprador no pagamento das parcelas, [\u2026], cumpre bem o papel indenizat\u00f3rio e cominat\u00f3rio\u201d, de forma que \u201cn\u00e3o h\u00e1 diferencia\u00e7\u00e3o entre a utiliza\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o do bem ante o descumprimento contratual e tamb\u00e9m n\u00e3o influi nas despesas gerais tidas pela incorporadora com o empreendimento\u201d.<\/p>\n<p>A novidade \u00e9 que este percentual de 25% que fica para a incorporadora abrange tamb\u00e9m as \u201c<i>despesas administrativas havidas com a divulga\u00e7\u00e3o, comercializa\u00e7\u00e3o e corretagem, o pagamento de tributos e taxas incidentes sobre o im\u00f3vel e a eventual utiliza\u00e7\u00e3o do bem pelo comprador<\/i>\u201d\u00a0 (RECURSO ESPECIAL N\u00ba 1.820.330 \u2013 SP (2019\/0170069-0), raz\u00e3o pela qual \u201c\u2026<i>a quantia paga a esse t\u00edtulo \u00e9 uma despesa administrativa da vendedora\u00a0<\/i>(incorporadora)<i>, o<u>\u00a0que se infere do entendimento de que deve ser restitu\u00edda na hip\u00f3tese de extin\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo contratual por culpa da vendedora. Assim, por consequ\u00eancia l\u00f3gica de se tratar de uma despesa administrativa da vendedora, ela deve ser considerada inclu\u00edda no percentual de 25%<\/u>\u00a0(vinte e cinto por cento) dos valores pagos na hip\u00f3tese de rompimento do contrato\u00a0<b><u>por culpa ou iniciativa do consumidor<\/u><\/b>, j\u00e1 que referido percentual tem plena natureza indenizat\u00f3ria e cominat\u00f3ria, fazendo, pois, frente a todas as vicissitudes decorrentes do rompimento do contrato<\/i>\u201d \u2013 grifos nossos (mesmo RESP).<\/p>\n<p>Assim, compreende-se que a jurisprud\u00eancia vem evoluindo para passar a responsabilidade pela comiss\u00e3o \u00e0 incorporadora em caso de desfazimento do contrato, seja por qualquer motivo. No exemplo do enunciado, se o adquirente pagou R$ 100mil de pre\u00e7o do im\u00f3vel e mais R$ 15mil, somam-se esses valores e sobre o resultado \u00e9 que se aplica o tal percentual de 25% para devolu\u00e7\u00e3o ao adquirente, independentemente do motivo de desfazimento do contrato.<\/p>\n<p class=\"gmail_default\">Para saber mais sobre a Lei dos Distratos, confira esse artigo: <strong><a href=\"https:\/\/corelaw.com.br\/en\/a-lei-dos-distratos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/corelaw.com.br\/a-lei-dos-distratos\/&amp;source=gmail&amp;ust=1610208373034000&amp;usg=AFQjCNGC54zqrzYANH7HFePIZO50cskKYg\">https:\/\/corelaw.com.br\/a-<wbr \/>lei-dos-distratos\/<\/a><\/strong><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prevalece, na jurisprud\u00eancia atual a orienta\u00e7\u00e3o de um padr\u00e3o indenizat\u00f3rio de 25% do valor pago (AgInt no REsp 1816960\/RJ, Quarta Turma, DJe 26\/08\/2020). 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